INTRODUÇÃO:

O que pretendo com este blogue?

Um acto simples: Procuro organizar textos sobre os mais variados temas, que me surdam na mente. Com eles já escritos os deixo recolhidos neste “Baú do Tio Luís Massa”.

Não me interessa saber se este é, ou não, um ato relevante. Interessa-me sim, é saber o que procuro: Ter ativa a minha mente com esta nova “arma”, a internet.

Luís Massa

ARTIGO DE OPINIÃO DO ESCRITOR MIGUEL ESTEVES CARDOSO

Artigo de opinião do Escritor

Manuel Esteves Cardoso

Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

VIVA BRAGA !!!!!!!!!

"Braga é fantástico. Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste País. Veio do Sporting de Braga o treinador que está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de Braga está em primeiro lugar.

Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de Braga.

Toda a gente tem medo - e com razão - do Sporting de Braga. Há a mania de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias.

O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas. É por ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.

A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar.

A primeira impressão foi a modernidade de Braga - pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; tem mais complexos; tem mais manias; tem mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.

Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) Italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas motas; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.

Lisboa e Porto digladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra - que é outra cidade feliz de Portugal - também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.

Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra "Augusta". Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é "Augusta" como a Avenida da Liberdade é da "liberdade" e a Avenida dos Aliados é dos "aliados", mas Braga é Augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.

Em Braga, a questão de se "comer bem" ou "comer mal" não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos bons restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.

No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem. Em Braga isso é impossível. O problema da ansiedade não existe. Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.

É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente.

É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser.

Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser."

ARTIGO DE OPINIÃO DE UM ESCRITOR

BRAGA: Uma cidade superior.

Revista J, 11 de Outubro de 2009

E perante o 'reconhecimento' dos bracarenses, Miguel Esteves Cardoso voltou a

falar de Braga, do Sporting de Braga e dele!

Braga é mesmo uma cidade superior. Na semana passada escrevi sobre ela e sobre o Sporting dela e nunca tive tantas reacções. Por uma só coluna recebi mais comentários e citações do que por todas as crónicas que aqui escrevi desde o primeiro número da J.

Quero agradecer, sobretudo, ao magnífico site que é o superbraga.com. É um site de fanáticos do Sporting de Braga, que está em número 1 e, por conseguinte, numa posição de mandar fazer amor a concorrência. Mas não. Eles sabem que eu sou um lisboeta e benfiquista genético e incurável e que, ainda por cima, tenho uma panca severa pelo Porto e uma admiração-quase-orgulho pelo FCP. Sabem que eu queria que o Benfica ganhasse o campeonato, graças ao treinador que roubámos ao Braga. E, no entanto, tiveram a generosidade e a superioridade civilizacional de agradecer o meu elogio e de entendê-lo no espírito em que foi feito. Desde quando é que um benfiquista, portista ou sportinguista faria isto? Nunca. Os bracarenses são diferentes. São aristocratas. Aceitam amavelmente a admiração do povo enganado e distante.

Se calhar, são, juntamente com os alentejanos litorais, os únicos portugueses que não tratam como estrangeiros os portugueses que têm o azar de não ser de lá. Mal se chega a Braga, vem logo o abraço do "Bem-vindo ao clube!" Não é o clube de Braga. É o clube dos portugueses.

Uma pessoa diz, quase como se pedisse desculpa, que é do Benfica. Eles respondem: " Não te preocupes, que não levamos a mal. Se calhar, nasceste lá, em Lisboa? E a escolha era seres do Sporting ou do Benfica? Imagino a pressão! Fizeste bem em escolher o Benfica! E o Sporting também é um clube porreiro, apesar de queque. É pena não seres do Porto: O Porto é mesmo bom."

O Sporting de Braga vendeu o treinador genial e faz questão de ficar á frente do clube cem mil vezes mais rico que o comprou. Dirão que é uma questão de tempo. Pois sim, porque o dinheiro significa jogadores muito melhores. Mas, à partida quando mais interessa, o Sporting de Braga já ganhou este Campeonato.

As respostas no superbraga.com - no qual me registei, com o meu e-mail verdadeiro, para poder agradecer são um exemplo para os adeptos dos outros grandes clubes do mundo. Mostram que se pode ser incondicional e fanático sem ser malcriado ou cego ou agressivo. Mostram que a superioridade genuína não é rejeitar nem desconfiar dos elogios alheios mas agradecê-los com generosa condescendência, do género "Olha, este pobre desgraçado, preso a outro clube por razões meramente geográficas ou genéticas, ainda tem a clarividência de reconhecer que o Sporting de Braga é um grande clube e a inteligência de compreender que tal se deve a Braga ser uma grande cidade."

Como benfiquista, há muito que me magoa nesta atitude. Pensava que éramos nós os mais inclusivos. Se fosse sportinguista, também me magoaria, pensando que éramos os maiores snobs. Se fosse portista, já sabia (com o mesmo medo e respeito) que Braga e o Sporting de Braga são mesmo assim. Superiores. Gentis. Felizes. Bem-educados. Sinceros. Como português, tiro-lhes o chapéu. E, com toda a sinceridade, rendo-me a eles. Mais do que isto, não posso dizer. Mas já disse. Exijo que o Benfica nomeie uma equipa de investigadores que descubra (inutilmente, de certeza) o que eles têm e nós nunca teremos. Serem bracarenses. É uma das poucas coisas que não se podem fingir: ou se é ou não se é. Eles são. Nós não. Paciência.

Por Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A MINHA CIDADE

DA PRÉ-HISTÓRIA ATÉ A ERA ROMANA 1



Esta minha terra onde nasci, na Freguesia de S. José de S. Lázaro, é para mim uma terra amada.

E como diz o Escritor Miguel Esteves Cardoso, num seu artigo de opinião, e que ao lado reproduzo:

…”É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser.

Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito que ter pena de não ser. "…

Dito isto vou então transcrever um escrito, organizado em 2008, que procura o intento de mostrar o que era, e o que é agora, a minha galanteadora cidade de Braga.

Esta minha explanação não garante o averbamento de todos os locais e personagens da história bracarense. Longe, muito longe disso, pois com verdade muito ficará por narrar e muito haverá ainda por desenterrar. No entanto, espero que esta invasão, pelo tempo, seja uma viagem expectante.

Verifiquemos então os roteiros desta caminhada:

1.º – PRÉ-HISTÓRIA

- Idade da Pedra

- Idade dos Metais

2.º – BRÁCARA AUGUSTA

- Cidade Romana

- Capital da Gallaecia- Capital do Reino Suevo- Invasão Muçulmana

3.º – BRAGA

- Cidade dos Arcebispos

- Roma Portuguesa

- Cidade Barroca

- Capital do Minho ou Coração do Minho

- Capital do Comércio

- Cidade dos Três Sacro Montes

Emprego então a minha imaginação e desemboco na

PRÉ-HISTÓRIA

Idade da Pedra

esse tempo remoto, em território do Noroeste de Portugal, ou seja, há muitos milhares de anos atrás – 250.000 a 50.000 anos antes de Cristo – no período da "Idade da Pedra Lacada", mais concretamente na nossa Região Litoral do Minho.

O homem é nómada e errante (não assenta no mesmo lugar, não se fixa nem forma aldeias). Compõem grupos que vivem da caça, da pesca, de frutos e raízes. Os seus utensílios são feitos a partir de ossos ou pedras.

Deste período temos diversos rastos da presença do homem, presentemente expostos do Museu D. Diogo de Sousa, em Braga.

Mais para a frente, nos anos 10.000 a 3.000 antes de Cristo, entramos no período do Neolítico ou da Pedra Polida, onde encontramos novos vestígios da presença do homem: Trata-se de um monumento megalítico, a "Mamoa de Lamas" (foto 1), na Freguesia de Lamas, muito perto da cidade de Braga. Deste período descendem as primeiras comunidades, designadas por tribos, aldeias, vilas e cidades, pois o homem já se fixa no local, desenvolve a agricultura e cria animais domésticos para a sua alimentação.

Vamos agora invadir a

Idade dos Metais

Estamos nos anos 1.000 e verificamos que as nossas Regiões a Norte e Ocidente da Península Ibérica começam a ser povoadas por povos oriundos da Pré-História: Os Celtas(foto 2).

Os Celtas, povo narrado por Apriano (historiador Grego dos anos 95 d.C.) adoram a deusa galaico-lusitana Nábia, deusa dos Rios e da Água.

A "Fonte do Ídolo", monumento de arte rupestre existente em Braga, do séc. I d.C., foi edificada e dedicada a esta deusa Nábia.

O Povo Celta vive já em colectividade, levantando já povoados fortificados, denominados “Castros”. Prosperaram na arte da metalurgia, fabricando objectos de metais (lanças, machados e outras ferramentas).

Pelos anos 16 a. C., um grupo de Celtas começa a dominar a região compreendida entre o Rio Douro e o Rio Lima e ficam a designar-se de BRACAI ou de BRÁCAROS. O actual nome da cidade, BRAGA, assim como o apelidar de BRACARENSES a actual população, deriva do facto de este povo ter formado o seu principal núcleo habitacional no sítio onde hoje se encontra a cidade de Braga.

Foi no perímetro da cidade, no alto da Cividade, que foram encontrados os primeiros sinais de aglomeração populacional destes povos (Séc. III a.C. - Idade do Bronze), constituídos por fossas e cerâmicas. É neste local, no alto da colina de Cividade, que parece ter existido esse grande Castro, que para sua melhor defesa, foi circunscrito por outros por outros pequenos castros, edificados em Esporões (Castro de Santa Marta das Cortiças), Guisande (Castro de Monte Redondo), Nogueiró (Castro da Consolação) e S. Vicente (Castro Máximo ou do Monte Castro).

Como menção, o actual Estádio de Braga (foto 3), foi implantado na pedreira existente neste Monte Castro.

Chegámos aos anos 138 e 136 a.C. (séc II a.C.) e o Cônsul Romano D. Junius Bruto chefia a primeira expedição militar ao Noroeste da Península Ibérica. Passando o Rio Minho, este exército romano embate com os Bracari ou Brácaros, envolvem-se em feroz batalha, e ficam a tomar conta da região. Com a região já pacificada, o Imperador de Roma, AUGUSTO, ordena a reorganização administrativa, formando-se assim novas estruturas sociais e politicas com o objectivo de consolidar a presença romana na região assim como a integração das populações indígenas que ocupavam os diversos Castros da região. A romanização do povo tornava-se num sucesso, a língua latina acaba por se impor como língua oficial o que forma uma grande razão para a ligação e comunicação entre os vários povos da província. As povoações que até aí predominavam nos montes e montanhas, passam a surgir nos vales e nas planuras, começam a frequentar e a habitar casas feitas já em tijolo, cobertas com telha.

Dá-se início ao primeiro planeamento para a primeira rede viária para o recente burgo, que fica a denominar-se como


BRACARA AUGUSTA

Bracara Augusta

CIDADE ROMANA DEDICADA AO

IMPERADOR AUGUSTO

Entre os anos 3 a. C. e os anos 4, já da nossa era a cidade desencadeia o seu desenvolvimento graças ao fruto do trabalho executado na arte da olaria e da metalúrgica. Os povos indígenas, os militares e os imigrantes são impulsionados por estas novas condições de vida social estabilizam-se no burgo, habitando-o e comercializando dentro dele.

Esta povoação, de bracaraugustanos, aproveita então a visita do legado da província Hispânia Citerior, chamado de PAULUS FABIUS MAXIMUS, e projecta uma inauguração para o dia do seu aniversário: Elevam um altar em veneração ao Imperador Augusto.

Estreiam-se a abertura das primeiras estradas romanas – célebres calçadas romanas (foto 4) denominadas VIAS XVI, XVII e XIX – o que vai robustecer ainda mais o crescimento das actividades económicas do burgo.

Estas estradas romanas, que o Império Romano astuciosamente mandou construir, beneficiam a comunicação entre as cidades, a organização do territórios, unem as capitais administrativas dos vários Conventus Iuridici, facilitam a defesa do Império, o transporte de tropas, o controle de mercadorias e pessoas, arrecadação de taxas de utilização das vias, etc..

Deste aglomerado denominado BRACARA AUGUSTA saíam várias vias romanas (foto 5) com destino a:

VIA XVI – Com direcção a Sul, para Olisipo (Lisboa), passando por Cale (Porto), Aeminium (Coimbra) e Scallabis (Santarém):

VIA XVII – Para leste, para Asturica (Astorga) por Aqua Flaviae (Chaves);

VIA XIX – Direcção Norte, para Asturica por Limia (Ponte de Lima) e Luco (Lugo);

VIA XVIII – Direcção nordeste para Asturica pelo Gerês, chamada Geira ou Via Nova;

VIA XX – Direcção nordeste para Asturica seguindo pela costa até Lugo, chamada “per loca marítima”.

Admite-se ter existido um outro itinerário entre a Brácara Augusta e Emérita (Mérida), a capital da Lusitânia, atravessando Agaeditania (Idanha-a-Velha).

A cidade engrandece-se entre os anos 14 a 68 d. C., na era da Dinastia JÚLIUS-CLÁUDIOS (Imperadores Augusto – 27 a.C. / 14 d.C., TIBÉRIO – anos 14 / 37, CALIGULA – anos 37 / 41, CLÁUDIO – anos 41 / 54 e NERO (anos 54/68). Começam a surgir os primeiros edifícios públicos, a cloaca (rede de saneamento), a edificação de casas em tijolo com cobertura em telha cerâmica, criando-se e organizando-se assim os novos bairros habitacionais. A cidade é norteada em forma ortogonal, de ruas alinhadas e orientadas no sentido Noroeste/Sudeste, dividida por quarteirões. Amplifica-se a metalurgia, a olaria e outras formas de comércio como a transacção do trigo, vinho, produtos salgados e outros, o que confere um influente papel comercial na região. A cidade Brácara Augusta atinge tal brilhantismo que cidadãos romanos, negociantes da cidade, testemunham tal progresso através duma dedicatória a C. Ceatronius Miccio, Governador da Citerior (anos 42 / 44).

Diz-se que no ano de 44 foi S. PEDRO DE RATES ordenado bispo (1º Bispo de Braga) pelo apóstolo SANTIAGO DE COMPOSTELA, mas também se diz que nesse mesmo ano o apóstolo celebrou a Páscoa na cidade Santa de Jerusalém.

Avançando mais para a frente, para o período dos Imperadores Romanos Flávios/Antoninos – anos 69 / 192 – a cidade obtém o ESTATUTO MUNICIPAL e é elevada a SEDE DO CONVENTUS, o que lhe confere as funções de administrar uma extensa região.

A cidade, já com uma superfície superior a 48.000 m2, organiza-se muito melhor. O urbanismo e a monumentalização aumentam e os habitantes da cidade adquirem um poder razoável de compra, originando assim o progresso das suas actividades económicas. A cidade BRACARA AUGUSTA ganha tal qualidade que começa a ser habitada por uma clientela abastada, de refinado gosto: A ELITE DA CIDADE.

O engrandecimento da cidade leva a que surjam novas vias romanas (Via XVIII) e as existentes sejam reparadas. Novos edifícios se erguem, caso de termas, templos, teatros, senado e outros, como também novos bairros habitacionais. Tal é o desenvolvimento que as pessoas abastadas, de elite, ainda mais anseiam por frequentar a cidade e nela viverem. As transacções comerciais intensificam-se ainda mais. Exporta-se já uma cerâmica de grande qualidade como metais admiráveis. Importa-se vidros e adornos pessoais de grande luxo.

A CIDADE ATINGE EXTRAORDINÁRIO CONCEITO DENTRO DA PENINSULA IBERICA.

Pelos anos 212/217 o Imperador Caracalla forma a província Hispânia Citerior Antonina, futura província da Galécia (hoje Galiza).

A MINHA CIDADE

A MINHA CIDADE
NATAL 2010